Engraçado depois que a gente começa a fazer uma reeducação alimentar é que percebe-se como tem coisas que não dá pra abrir mão. São vícios que nem percebíamos.
Cada um tem uma ligação ou aversão a um determinado alimento, ou você não vive sem ele ou nem pode olhar. Veja o meu caso, eu tenho problemas com laticínios. Não me venha com leite desnatado, pode dizer o que quiser, sei que é o ideal, menos gorduroso, mas pra mim tem gosto de água suja. Iogurte? Só com sabor, de morango ou no máximo frutas vermelhas.
Queijo branco? “Ecati”…
Eu sou daquelas que coloca tanto nescau no leite pra sair o gosto que ele fica preto. Sucrilhos? Você sabe que ele já vem coberto de açúcar, mas pra mim não é suficiente, pra conseguir comer com leite tem que colocar mais umas 3 colheres pra ficar melado.
Tem outras pessoas que não conseguem abrir mão de uma cervejinha ou de uma boa velha taça de vinho. Não tem jeito. Outros preferem sorvetes ou bebidas gasosas.
São vícios, por mais que busquemos uma forma de vida mais saudável não dá pra se livrar tão fácil, como daquele pedacinho de chocolate que fica te chamando no armário.
Tem pessoas que não podem ficar mais do que três dias sem fazer alguma compra e se ficar pode entrar numa crise de depressão e histeria tão forte que a fará tão mal quanto aquela que fuma dois maços de cigarros por dia.
Mas também há vícios “bons” que podem se tornar doentios, como o amor. Amar demais também pode virar doença. Falta de amor então, pode levar a morte!
Tudo que é exagero faz mal, não só a comida, até mesmo sonhar demais, porque de uma forma ou de outra você acaba deixando a realidade em segundo plano e sua vida passa sem nenhum feito.
Ohhh manias e vícios. Você também tem uma que eu sei. Fora o leite integral se eu ficar sem internet é como se faltasse um pedaço de mim. Loucura. Existem coisas que podemos viver perfeitamente sem, mas que por alguma razão enraizamos tão forte na nossa vida que não conseguimos nem nos imaginar em outra realidade.
Somos viciados, completamente dependentes. Todos nós.
Bye, bye.
